- Fácil
- 30 min
- US sc = UK dc
Como fazer ponto musgo no crochê
Legenda do gráfico
- correntinha (corr) · US ch
- ponto baixo (pb) · US sc
As carreiras são lidas a partir da corrente de base: ímpares da direita para a esquerda, pares da esquerda para a direita.
O ponto musgo é uma das texturas mais úteis do crochê: usa só ponto baixo (pb; em inglês, sc nos EUA) e correntinhas, mas forma um tecido caprichado, mesclado e com cara de trama. É uma escolha popular para listras e fios mesclados. Em inglês, ele também é chamado de linen stitch, granite stitch ou woven stitch. Em português não há um nome consagrado: “ponto musgo” é a tradução direta de moss stitch, e traduções como ponto linho ou ponto granito também aparecem. Na dúvida, guie-se pela descrição: pb e 1 corr alternados.
Nota de termos: esta página usa os nomes brasileiros. Em receitas americanas, pb = sc, corr = ch e pular = skip; nas britânicas, pb = dc, corr = ch e pular = miss.
O ponto musgo do crochê é diferente do ponto musgo do tricô (no tricô brasileiro, esse nome indica outro ponto). No crochê, a textura vem de trabalhar nos espaços de correntinha, e não de alternar meia e tricô.
Do que você precisa
- Fio de espessura média e agulha compatível (5 mm / H-8 nos EUA é um bom começo)
- Saber fazer: correntinha, ponto baixo e trabalhar dentro de um espaço de correntinha
Múltipla da corrente de base
Faça um múltiplo de 2 + 0 correntinhas — ou seja, qualquer número par. Para uma amostra de treino, faça 20 correntinhas. Com o acabamento de bordas descrito abaixo, uma corrente de base de N correntinhas dá N − 1 posições (pb e esp de 1 corr somados) em todas as carreiras.
Abreviações
- corr: correntinha
- pb: ponto baixo
- pular: pular o ponto (sem trabalhar nele)
- esp de 1 corr: o espaço sob 1 correntinha da carreira anterior
Passo a passo: ponto musgo em carreiras
Carreira 1: 1 pb na 2ª corr a partir da agulha, *1 corr, pular a próxima corr, 1 pb na corr seguinte; repetir desde * até o fim, virar. (10 pb, 9 esp de 1 corr)
Carreira 2: 1 corr (não conta como ponto), 1 pb no primeiro pb, 1 pb no próximo esp de 1 corr, *1 corr, pular o próximo pb, 1 pb no próximo esp de 1 corr; repetir desde * até o último pb, 1 pb no último pb, virar. (11 pb, 8 esp de 1 corr)
Carreira 3: 1 corr, 1 pb no primeiro pb, *1 corr, pular o próximo pb, 1 pb no próximo esp de 1 corr; repetir desde * até restarem 2 pontos, 1 corr, pular o próximo pb, 1 pb no último pb, virar. (10 pb, 9 esp de 1 corr)
Repita as Carreiras 2 e 3 até a peça ter o comprimento desejado.
Todas as carreiras têm a mesma largura: conte cada pb e cada correntinha como um ponto e você terá 19 posições em todas as carreiras.
Trabalhando dentro do espaço de correntinha
- Encontre o espaço de 1 correntinha — o buraquinho sob a correntinha da carreira anterior.
- Enfie a agulha no espaço, e não dentro da correntinha.
- Faça uma laçada, puxe o fio, faça outra laçada e feche as 2 alças para completar o pb.
Dica: trabalhar no espaço (em vez de na correntinha) é mais rápido e deixa o tecido uniforme. Se não estiver achando os espaços, levante a peça contra a luz — os buraquinhos aparecem bem.
Entendendo a receita
O gráfico mostra a lógica: todo pb fica sobre um espaço de correntinha, e toda correntinha fica sobre um pb. A única exceção são as bordas: toda carreira começa e termina com um pb feito no pb da borda da carreira de baixo. Nas carreiras pares, esse pb da borda fica logo ao lado do primeiro pb feito num espaço de correntinha, então as carreiras pares têm dois pb em cada ponta. É por isso que a contagem alterna entre as carreiras, mesmo com a largura igual. Essa é uma forma publicada de escrever o ponto musgo, e prender cada ponta da carreira no pb da borda deixa o primeiro e o último ponto fáceis de achar, então fica mais difícil perder pontos.
Outras versões escritas começam com “1 pb na 4ª corr a partir da agulha” e iniciam as carreiras seguintes com 2 correntinhas, fazendo o primeiro pb da carreira no primeiro esp de 1 corr. Elas dão a mesma textura, com bordas e contagens de pontos um pouco diferentes. Use a versão que a sua receita indicar e não misture.
Erros comuns
- Trabalhar no pb em vez do espaço de correntinha. A textura some e o tecido vira ponto baixo comum com buraquinhos.
- Perder os pontos da borda. O primeiro e o último pb de cada carreira são fáceis de pular. Conte as posições a cada poucas carreiras.
- Começar com número ímpar. Com número ímpar, a Carreira 1 termina numa correntinha pulada. Desmanche e faça um número par.
- Esquecer de pular. Cada correntinha substitui um ponto, então você sempre pula um ponto depois da correntinha.
- Correntinhas apertadas. Correntinhas muito apertadas repuxam o tecido e escondem o efeito de trama. Deixe-as do tamanho dos outros pontos.
Variações
- Listras: troque de cor a cada 2 carreiras para um xadrezinho clássico.
- Ponto musgo em voltas: faça (1 pb, 1 corr) em cada espaço de 1 corr da volta e feche. Como todo pb cai num espaço, cada volta já se desencontra sozinha e não há pontos de borda para controlar.
- Agulha maior: uma agulha um ou dois números maior deixa o tecido mais solto, o que alguns crocheteiros preferem para cachecóis e xales. Faça uma amostra antes para ver como o seu fio se comporta.
Perguntas frequentes
Ponto musgo é o mesmo que ponto linho?
Em inglês, sim: moss stitch, linen stitch, granite stitch e woven stitch são nomes para a mesma estrutura de pb e 1 corr. Em português, “ponto linho” e “ponto granito” aparecem como traduções desses nomes, mas não são nomes padronizados — confira se a receita descreve pb e 1 corr alternados. Alguns designers usam granite (granito) para uma variação um pouco diferente, então confira as instruções do ponto.
Qual múltipla eu preciso para o ponto musgo?
Um número par de correntinhas — múltiplo de 2 + 0 — na versão desta página.
O ponto musgo enrola?
Isso depende do fio, da agulha e da sua tensão, então confira na sua amostra. Se as bordas enrolarem, uma barra ou um bloqueio leve costumam ajudar.
O ponto musgo é bom para mantas e paninhos de cozinha?
É uma escolha comum para os dois. Uma posição sim, outra não, há uma correntinha em vez de um ponto completo, então o tecido fica um pouco mais aberto que o ponto baixo puro. Escolha o fio pensando no uso, por exemplo algodão para um paninho de cozinha.
Usamos os nomes e abreviações do crochê brasileiro, com o equivalente em inglês (EUA) para quem segue receitas estrangeiras.